Ressuscitando jogos e brincadeiras
A brincadeira é um espaço de investigação e construção de conhecimentos sobre si mesma e sobre o mundo. Brincar é uma forma de exercitar sua imaginação. A imaginação é uma forma que permite relacionar seus interesses e suas necessidades com a realidade de um mundo que pouco as conhecem. A brincadeira expressa à forma como uma pessoa reflete, organiza, desorganiza, constrói, destrói e reconstrói o seu mundo.
Bruno Bettelheim, fala que a brincadeira é uma ponte para a realidade e que nós, adultos, por meio de uma brincadeira de criança, podemos compreender como ela vê e constrói o mundo: quais são as suas preocupações, que problemas ela sente, como ela gostaria que fosse a sua vida. Ela expressa o que teria dificuldade de colocar em palavras. Ou seja, brincar é a sua linguagem secreta que devemos respeitar mesmo
que não a entendamos.
Segundo Vygotsky (2003), os fatores biológicos (funções psicológicas elementares) são predominantes sobre os sociais (funções psicológicas superiores, as quais diferenciam o homem de outros animais) no início do desenvolvimento humano. Sendo assim, as brincadeiras são fundamentais para o desenvolvimento social e emocional de crianças portadoras de deficiências assim como é para os alunos que não
apresentam necessidades especiais. Todos reagem da mesma forma diante do lúdico, o interesse é despertado e a criança reage positivamente ao que é proposto pelo professor, tornando assim o aprendizado mais significativo. Atualmente os jogos e brincadeiras estão sendo esquecidos e têm sido trocados por jogos eletrônicos, celulares, tablets, computadores, etc. A falta de se exercitar pode trazer riscos sérios a saúde do indivíduo, como as doenças cardíacas, a obesidade, a diabetes, entre outros.
Observando os dados citados, decidi fazer esse projeto com pessoas da Fundação de Atendimento Especializado de Nova Lima (FAENOL). A FAENOL realiza um trabalho abrangente na área de atendimento especializado à pessoa com deficiência. Sua equipe multidisciplinar, composta por profissionais das áreas de medicina, enfermagem, odontologia, serviço social, psicologia, pedagogia, fonoaudióloga, fisioterapia e terapia ocupacional, tem como objetivo primordial a inclusão, a valorização de potencialidades e de especificidades, o reconhecimento e a valorização
da diversidade humana.