Filtro de Bolso
Brazil

Filtro de Bolso

1. INTRODUÇÃO O projeto que enquadra-se nas áreas prioritárias Serviço e Natureza, consiste em produzir filtros portáteis e ecológicos que possibilite tomar água de qualidade em qualquer local, sem a necessidade de mangueiras ou instalações. Sabe-se atualmente que o acesso à água potável em alguns lugares do Brasil e do mundo é bastante escasso, portanto a ideia do filtro portátil faria com que ocorra a diminuição do contágio de doenças facilmente transmitidas através do consumo de água imprópria. Mas não só pensando em locais remotos ou com difícil acesso à água, mas também alguns exploradores e até mesmo escoteiros que, quando vão acampar em lugares que não possuem instalações ou torneiras, acabam recorrendo ao consumo de água em rios ou lagoas, onde a água não é tratada e pode conter micro-organismos nocivos à saúde. A ideia é produzir um filtro universal, do tamanho comum, para que se adapte ao padrão de tampinhas mais utilizado atualmente em garrafas PET, assim o filtro pode ser usado em qualquer tipo de garrafa que aceite esse modelo de tampinha. Ao encaixar o filtro acoplado à tampa na garrafa à escolha, toda água que a pessoa ingerir proveniente da garrafa, necessariamente passará pelo processo de filtragem e então o recolhimento de eventuais impurezas que ali possam estar. O filtro será feito a partir de carvão ativado, uma das técnicas mais utilizadas em filtros ultimamente. “Se tiver o hábito de fazer as coisas com alegria, raramente encontrará situações difíceis.” Robert Baden-Powell 2. OBJETIVOS 2.1. GERAIS - Produzir 75 (setenta e cinco) filtros artesanalmente; - Realizar testes para verificação de possíveis erros de produção em uma amostra de 5% do total produzido; - Conseguir atingir uma distribuição dos filtros para no mínimo 90% do público-alvo, estabelecendo uma divisão de acordo com a planejada; - Seguir o planejamento de acordo com o cronograma do projeto. 2.1. ESPECÍFICOS - Perceber uma melhora da qualidade da água das famílias que receberam o filtro; - Estabelecer um diálogo contínuo para verificação do uso do filtro por parte dos beneficiados; - Obter feedback de pelo menos 15% dos utilizadores do filtro; - De todos os feedbacks recebidos, uma aceitação de pelo menos 75%. 3. JUSTIFICATIVA Segundo a ONU, atualmente cerca de 770 milhões de pessoas não têm acesso à água no mundo, e desse total, 36 milhões estão na América Latina. Segundo dados de 2013 da Unicef, a falta de água de qualidade mata uma criança a cada 15 segundos no mundo. As águas dos rios estão se tornando cada dia mais poluídas por resíduos domésticos e industriais, restos de fertilizantes, pesticidas e lixos químicos e nucleares e tudo isso pode causar sérios problemas para nossa saúde. Estudos mostram que muitos casos de diarreia e infecção intestinal atribuídos a intoxicações alimentares ou outras causas devem-se, na verdade, à água contaminada. Outro problema sério de saúde pública é o constante uso por parte da população de água de bicas contaminadas. Em pessoas saudáveis, os problemas ocasionados pela ingestão deste tipo de água muitas vezes é superado em pouco tempo, mas em pessoas com baixa resistência imunológica (crianças, idosos e doentes) isso pode ser fatal. O carvão ativado é um material de carbono com uma porosidade bastante desenvolvida, com capacidade de coletar seletivamente gases, líquidos ou impurezas no interior dos seus poros, apresentando portanto um excelente poder de clarificação, desodorização e purificação de líquidos ou gases. Este tipo de carvão é obtido a partir da queima controlada com baixo teor de oxigênio de certas madeiras, a uma temperatura de 800°C a 1000°C, tomando-se o cuidado de evitar que ocorra a queima total do material de forma a manter sua porosidade. O carvão ativado pode ser feito a partir de cascas de coco, mas também de restos de cortiça, material muito poroso, com caraterísticas excelentes no campo da filtração, desodorização e remoção de radioativos e tóxicos. Também é possível produzir carvão ativado a partir da queima de ossos bovinos em altas temperaturas, sendo este também chamado carvão de osso ou negro animal. Os usos mais comuns para o carvão ativado são a elaboração de filtros para adsorção de gases e no tratamento de águas, onde o carvão se destaca por reter nos seus poros impurezas e elementos poluentes. É utilizado em diversos ramos das indústrias química, alimentícia e farmacêutica, da medicina e em sistemas de filtragem, bem como no tratamento de efluentes e gases tóxicos resultantes de processos indústriais. Geralmente as impurezas são encontradas em pequenas proporções nos produtos, porém causam odor, cor, gosto e outras substancias indesejáveis. O mecanismo de remoção das impurezas consiste – se na sua adsorsão física pelo carvão, ou seja, as moléculas das impurezas são atraídas pela porosidade existente no carvão ativado e lá retidas por forças físicas. Assim, após o tratamento os produtos encontram – se purificados e isentos das referidas impurezas. No caso de uma substituição completa da carga de Carvão Ativado, ora utilizado no tratamento, todas as impurezas retidas pelo Carvão serão removidas junto com o mesmo. De modo geral o carvão ativado, que é uma forma de carbono puro de grande porosidade, apresenta notáveis propriedades atribuídas à sua área superficial. Estas forças físicas que o carbono puro exerce sobre as impurezas, são do tipo WANDER WALLS, sem modificação química do produto absorvido. A utilização do carvão ativado no processo de tratamento de água vem crescendo em importância nos últimos tempos. Muito embora a sua aplicação ainda seja muito mais uma arte do que ciência, o conhecimento das variáveis intervenientes na cinética do processo adsorção é de fundamental importância para que meios adsorvedores possam ser dimensionados de forma racional e econômica. O propósito desta investigação experimental foi investigar o comportamento de diferentes expressões empíricas para o cálculo de coeficientes de transferência externa de massa em meios adsorvedores, tendo-se utilizado carvão ativado granular (CAG) como material adsorvedor. A utilização do carvão ativado nos processos de tratamento de água pode ser efetuado na forma de carvão ativado em pó (CAP) ou na forma de carvão ativado granular (CAG). Basicamente, de 1930 até 1970 a maior parte da aplicação do carvão ativado aplicado no processo de tratamento de água deu-se na forma de CAP e, como pequenas dosagens deste eram suficientes para a solução de problemas de odor e sabor, entre outros, a sua aplicação sempre foi muito mais uma arte do que uma ciência. A partir da década de 70, a utilização do carvão ativado, tomou um grande impulso devido à forte pressão das autoridades sanitárias com a qualidade da água final distribuída à população, aliado à fixação de padrões de potabilidade cada vez mais restritivos uma vez que, para algumas classes de compostos regulados, a simples adoção do tratamento do tipo convencional demonstrou não ser capaz de removê-los de forma eficiente. Por possuir justamente essa grande variação e quantidade de porosidade, ele retém tanto partículas maiores que contaminam a água, como as microscópicas. A companhia que trata da rede de saneamento no Paraná é a Sanepar, e é dela que iremos tratar nos próximos parágrafos, pois muito pode se falar de pessoas que não tem acesso à água potável, mas boa parte da população ingere diretamente água proveniente de suas torneiras, o que não é muito o ideal. Porém, observa-se que o cloro como ferramenta para desinfetar a água talvez não seja a forma mais eficaz de combater o problema. Cloro tem sido usado como um desinfetante para fornecimento de água por muito tempo e proclamado como a única solução para destruir as muitas das bactérias na sua água fornecida pelas concessionárias. O cloro é altamente cancerígeno e acumulativo no organismo humano causando doenças mortais e letais. Você o usa para desinfetar os banheiros, vasos sanitários, pisos, vestiários, alvejar tecidos, remover fungos e mofos. E tomamos água com cloro por quê? Se ele mata as bactérias o que faz com a sua flora intestinal? O cloro mata em torno de 75% das bactérias na água; os vazamentos ao longo das tubulações de fornecimento permitem a penetração de outros tipos de bactérias, isto é facilmente percebi na caixa e reservatórios d’água que criam mofo/fungos e bactérias se multiplicam no seu interior. Para isto aumentam a dose do cloro além do permitido em legislação e isto é facilmente percebido ao dar a descarga no vaso sanitário pelo cheiro que sentimos. Cozinhar com água clorada pelo aquecimento cria-se ácido clorídrico que elimina as vitaminas dos alimentos em mais de 70% e você come lixo alimentar. Ao usar o chuveiro para inalação devido a problemas de constipação, é um risco a saúde muito grande porque o vapor que você inala é ácido clorídrico e não vapor d’água. A tarefa institucional da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) é a de exercer continuamente sua identidade sanitarista, alicerçada em indiscutível compromisso com a qualidade de vida da população por meio da operação de concessões públicas de serviços de saneamento básico. A Sanepar mantém o tratamento de água dentro dos padrões estabelecidos pelas legislações em vigência no Brasil em todas as localidades por ela operadas. A Lei Federal número 6.050 com seu decreto regulamentar n.º 76.872 e a Portaria número 635/Bsb, estabelecem as normas para fluoretação das águas de abastecimento público. Com o objetivo de promover e incentivar a adoção da fluoretação para redução da incidência da cárie dentária na população abastecida, o presente trabalho técnico tem por finalidade propiciar a oportunidade de implantação do Programa de Fluoretação às pequenas comunidades abastecidas com água potável. Para estender o benefício da fluoretação às pequenas comunidades, necessita-se de tecnologias alternativas, visto que os processos de fluoretação existentes não satisfazem as necessidades dos pequenos sistemas porque exigem espaço físico maior para instalação de tanques de solução individual para os diversos tipos de produtos químicos. Na maioria dos sistemas da Sanepar, utiliza-se no tratamento da água o teor de Cloro residual de 1,5 mg/ e o teor de Flúor de 0,8 mg/l. Outro item que preocupa bastante é a contaminação em águas minerais engarrafadas, comercializadas em todo lugar. A água mineral engarrafada é a bebida cujo consumo mais cresce no mundo. A água mineral é refrescante, sem calorias, fácil de carregar, mais saborosa que algumas águas de filtros comuns e muito mais saudável que os refrigerantes. Dados da Associação Internacional de Águas Engarrafadas revelam que a demanda brasileira pelas águas engarrafadas cresce mais de 7% ao ano. E o Brasil já é o 4º maior mercado, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, do México e da China. No entanto, cada vez mais gente se pergunta se a água mineral e a embalagem em que ela é vendida são seguras ou, ao menos, mais seguras do que a água do filtro – e se tal conveniência vale o impacto ambiental. O que há na garrafa de água mineral? Nomes e rótulos atraentes e que evocam paisagens imaculadas nos convenceram de que a água mineral é a bebida mais pura do mundo. “Mas ninguém deve pensar que a água engarrafada é mais regulamentada, protegida ou segura do que a água da torneira”, afirma Margaretha van Weerelt, chefe do Laboratório de Microbiologia Aquática do Instituto de Biologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) . “As agências concessionárias são obrigadas a entregar em sua casa água apropriada para o consumo”, diz. A contaminação da água engarrafada desde a sua fonte é tema preocupante também em outros países. A ONG americana Natural Resources Defense Council (NRDC) descobriu que amostras de duas marcas de água mineral estavam contaminadas por ftalatos, em um dos casos, excedendo os padrões para água potável da EPA, Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos. Essas substâncias químicas – utilizadas para tornar os plásticos maleáveis, e que são encontradas em cosméticos e fragrâncias, cortinas de chuveiro e até brinquedos de bebês – estão sob investigação cada vez mais minuciosa. Elas são interferentes endócrinos, que bloqueiam ou imitam os hormônios humanos, afetando as funções normais do corpo. Quando expostos a níveis muito elevados de ftalatos durante os períodos críticos do desenvolvimento, fetos masculinos podem sofrer malformação nos órgãos reprodutores, inclusive a ausência de descida dos testículos. Especialistas relacionam os ftalatos à baixa contagem de espermatozoides. As garrafas de água mineral não contêm essa substância química, o que significa que os ftalatos detectados pelo NRDC provavelmente entraram na água durante o processo de engarrafamento, ou estavam presentes na fonte original (também já foram encontrados ftalatos em água da torneira). O cloro reage com substâncias naturais, como a decomposição de plantas e materiais de origem animal, normalmente presentes na água para criar trihalometanos (THM). Estes THMs desencadeiam a produção de radicais livres no organismo, são altamente cancerígenos, e causam danos celulares. Beber água clorada pode causar problemas das artérias. Uma vez que as artérias estão comprometidas, o colesterol LDL pode unir-se as suas paredes, levando à aterosclerose e doenças cardíacas. Câncer do rim, bexiga e vias urinárias são mais comuns em determinadas cidades, pois o cloro em excesso além das normas do governo é adicionado devido ao abastecimento de água estar muito poluída. Curiosidade (?) sobre horas trabalhadas para pagar por água filtrada no mundo. Cerca de 780 milhões de pessoas no mundo - quase o dobro da população dos Estados Unidos - não têm acesso à água segura e de qualidade, segundo a ONU. E mesmo os que possuem redes de água e esgoto adequados, podem ter de arcar com sistemas de filtração domésticos para garantir uma água mais purificada, reduzindo, por exemplo, substâncias usadas no processo de tratamento urbano, como o cloro. A Revista Exame listou os países onde custa mais caro ter água filtrada, com base nas horas de trabalho necessárias para comprar um sistema doméstico de purificação padrão de 2,5 litros da empresa Brita, presente em mais de 60 países, e no custo de manutenção por cerca de um ano. De acordo com o Índice Brita, na Ucrânia, uma pessoa precisa trabalhar 57 horas para conseguir adquirir um filtro, enquanto em Luxemburgo, esse tempo cai para apenas 2 horas. Um filtro na Ucrânia custa US$122,96 e o PIB por hora trabalhada é de US$2,17. Para calcular o PIB por hora, o PIB per capita foi dividido por 2.000, o número de horas em média que um indivíduo trabalha a cada ano (40 horas por semana, 50 semanas por ano). 4. METODOLOGIA Os filtros serão feitos de maneira artesanal. O passo-a-passo para a produção do filtro portátil segue o seguinte roteiro: 1. Primeiramente, os tubos de ensaio passam por um corte para que fiquem de um tamanho mais adequado. 2. Com os tubos de ensaio cortados, está na hora de fazer as perfurações para que a água entre no tubo e seja filtrada. Estes furos são feitos com uma garfo de metal. 3. Com o tubo de ensaio pronto, a etapa agora é de pesagem do carvão, para que não ocorra uma grande variação da quantidade de carvão entre um filtro e outro. 4. Com o carvão em uma quantidade devidamente estipulada, ele é envolvido em uma lã acrílica para que ela também ajude no processo de filtragem da água. 5. Neste momento, insere-se a lã acrílica e o carvão ativado no tubo de ensaio anteriormente preparado. 6. Com o filtro praticamente pronto, agora é a hora de colá-lo à tampa pull-push, derretendo brevemente a extremidade do tubo e inserindo sobre a tampa para que o plástico derreta e assim ocorra a fixação de forma definitiva. 7. Com o filtro em si pronto, embala-se individualmente, juntamente com um cartão contendo as instruções de uso do produto. 8. Filtro pronto para ser distribuído. 5. PÚBLICO ALVO Se tratando de uma população que não têm acesso à água potável, é bem complicado estabelecer regiões e por onde começar a lidar. Por isso foi observada também uma necessidade muitas vezes em pessoas que têm acesso e poder aquisitivo a um filtro comercial, e inclusive geralmente têm um em suas casas, mas na correria do dia-a-dia, acabam ingerindo uma água de uma origem muitas vezes precária. Como dito na própria justificativa do projeto, sabe-se que é perigoso de um lado grande parte das águas comercializadas em garrafas, de outro da água proveniente das torneiras que muitas vezes pode estar em condições irregulares, talvez não por conta da administradora de saneamento, mas talvez pela condição das tubulações das residências e estabelecimentos comerciais. Portanto um filtro que se adapte a qualquer garrafa de água é justamente interessante pois acaba abrangendo um público bastante alto. Portanto, os 75 filtros portáteis se darão por distribuídos da seguinte forma: 25% para regiões carentes de Almirante Tamandaré (Região Metropolitana de Curitiba), 50% para jovens e famílias do Grupo Escoteiro Dom Orione, e 25% para famílias da comunidade próxima à sede do GEDOM. 6. RECURSOS A ideia inicial é a de produzir 75 filtros de água. E, para cada filtro produzido, são necessários alguns materiais que são imprescindíveis para a eficiência da filtragem, além de toda a produção do filtro em si. 6.1 MATERIAIS Os materiais necessários para a produção de cada filtro são: - 1 frasco tubular - 1 tampa 28/410 push pull - 3,5g de carvão ativado - 2cm² de lã acrílica para filtro 6.1.1 ORÇAMENTO Foram pesquisadas algumas lojas que tivessem os materiais necessários para a produção dos filtros e então feita uma análise dos preços para que se obtenha o menor custo final possível. Considerando a confecção de 75 filtros, a quantidade de materiais a ser comprada deverá ser de: - 75 frascos - 75 tampas - 263g de carvão ativado - 150cm² de lã acrílica para filtro O resultado final com a escolha do fornecedor mais barato e que atendia as necessidades de qualidade foi o seguinte: MATÉRIA PRIMA DESCRIÇÃO PREÇO UNITÁRIO QTDD TOTAL Frasco tubular 30ml R$ 1,10 2 R$ 2,20 Frasco tubular 15ml maleável R$ 0,90 50 R$ 45,00 Frasco tubular 12ml rígido R$ 0,50 23 R$ 11,50 Tampa 28/410 push pull R$ 0,75 75 R$ 56,25 Carvão ativado (100g) R$ 4,50 3 R$ 13,50 Lã acrílica para filtro R$ 2,50 2 R$ 5,00 TOTAL R$ 133,45 O custo total final ficou em R$ 147,45 (cento e quarenta e sete reais e quarenta e cinco centavos). Portanto, custo final por filtro de aproximadamente R$ 1,97. Serão confeccionados também cartões de visita 250g, para que seja colocada instruções de uso do filtro. 6.2. HUMANOS Como a produção dos filtros é totalmente artesanal, este poderá contar com ajuda de pelo duas pessoas para a confecção de todas as estimadas 75 unidades. Mas como foi estimado um cronograma estendido, a produção poderá ser feita por uma só pessoa sem complicações. Após a produção será necessária também colocar item por item em embalagens individuais, juntamente com um cartão de visita contendo as instruções de uso do produto. 6.3. FERRAMENTAS Ferramentas necessárias para a elaboração do projeto: - 1 garfo com pontas regulares que não deforme; - 1 instrumento de aquecimento (vela, fogão, espiriteira); - 1 estilete; - 1 tesoura; - 1 lixa; Será necessária também a elaboração da arte com instruções pra impressão, esta será desenvolvida pelo próprio elaborador do projeto. 7. CRONOGRAMA A fase do sonhar começou em julho de 2014. Para a definitiva escolha da ideia e da verificação da viabilidade do projeto, deu-se os meses de agosto, setembro, até a primeira semana de outubro. A partir daí começou um processo de planejamento e organização, explanando melhor todos os detalhes do projeto, elaboração de escopo, definição de todas as características, público a ser atendido, método de criação e produção dos filtros, materiais a serem utilizados, como seria feita a distribuição e posterior avaliação do plano, além de definição de datas como mostra o planejamento abaixo. O projeto teve seu cronograma alterado algumas vezes por conta de diversos contratempos com a produção, e por esse motivo em alguns momentos teve que se voltar para a ideia de verificação de viabilidade para reavaliação e procura de novos materiais. A primeira produção (da peça piloto) demorou algumas semanas pois dependia sempre de também procurar o melhor fornecedor e também definir na prática os detalhes da produção do filtro. O planejamento no projeto teve que ser feito em paralelo também, juntamente com uma readequação de prazos (o prazo final proposto era para entrega do relatório em março). A partir de então, fevereiro não houve alguma evolução no projeto, esteve parado por motivos explicados mais abaixo na execução. Em março, na retomada da produção, foram feitos os lotes em etapas, duas semanas de produção intercalados com uma de organização e/ou distribuição dos exemplares produzidos. Então em meados de maio, a distribuição iniciou-se efetivamente e a produção deu-se por encerrada. A avaliação de todo o projeto, se todos os recursos foram devidamente utilizados e uma visão geral foi realizada a partir das duas primeiras semanas de junho. Este relatório passou a ser produzido nos moldes atuais desde o final de maio. A comemoração do final do projeto deu-se no último final de semana de junho. 8. PLANO DE MÍDIA Primeiramente, foi estabelecido que, como o filtro exige uma pequena explicação acerca de sua utilização, deveria ser dada as devidas informações a respeito de primeira utilização e vida útil do produto, por exemplo. Portanto a decisão tomada é a impressão de cartões de visita contendo todas as instruções, até para ser algo mais palpável e não necessitar de alguém para poder explicar a todos que tiverem acesso ao filtro. A divulgação do projeto se iniciará a partir do momento em que se iniciar o projeto financeiro, até para mostrar onde os recursos obtidos serão investidos. A partir daí, a divulgação se dará por meio do IBOA (Inspeção, Bandeira, Oração e Avisos) do Grupo Escoteiro Dom Orione que envolver todas as seções, para que todo o grupo esteja ciente do projeto e por ventura desejar contribuir de alguma forma. 9. EXECUÇÃO A ideia inicial era para realizar a partir da ideia do filtro rudimentar, com areia, pedra, barro. Mas logo de cara fica um tanto quanto inviável fortalecer essa ideia. Mais algumas pesquisas e surge o carvão ativado, uma maravilha do mundo moderno que é utilizado na grande maioria dos filtros comerciais atualmente e que ainda por cima custa pouco. Fui até uma loja de química para encontrar os recipientes plásticos que eu precisaria (o tubo plástico e a tampa), então encontrei o carvão ativado e a lã acrílica em uma loja que vendia artigos para animais, além de filtros para aquários, pois também é utilizado para purificação de água para peixes. O primeiro protótipo do filtro foi elaborado na fase de concepção da ideia, no mês de agosto de 2014. Ele seguiu um esquema de produção parecido com o projetado, porém como não haviam parâmetros, ficou bastante irregular. Os furos que são para serem feitos com uma furadeira foram feitos com prego quente, não houve corte do tubo plástico, pesagem do carvão utilizado e nem medição da quantidade de lã acrílica. Acabei arquivando a ideia por um tempo para amadurecimento, e também para esperar eu completar a Insígnia da Cidadania. O primeiro contato da ideia do projeto com o Mestre Pioneiro gerou um certo estranhamento por ser algo um pouco diferente do que costumamos ver em projetos deste tipo. Após um longo e tenebroso inverno, decidi realmente colocar a “mão na massa” e partir para um processo de agrupamento de recursos, já que é um projeto que geraria gastos que eu não poderia arcar totalmente. O processo para arrecadação começou no próprio Grupo Escoteiro, e até mesmo em casa. O primeiro contato para confecção da lista de todas as pessoas que receberão os filtros começou a partir da listagem de todos os associados do GEDOM. Com esta lista, foi feita uma amostragem, buscando selecionar 25 pessoas de diferentes ramos, além de um equilíbrio entre escotistas, jovens e dirigentes. Já para fazer uma listagem do restante das pessoas que receberiam o filtro, foi realizado uma visita à uma comunidade em Almirante Tamandaré, região metropolitana de Curitiba. Mesmo após a elaboração da peça piloto, houveram mais alguns contratempos: no final de 2014, ao procurar a peça que foi utilizada para a amostra, a loja que fornecia o material acabou substituindo por outra fornecedora e as peças não eram totalmente iguais. Resultado: o a tampa não mais era compatível com o frasco, não encaixava exatamente onde ficaria interessante para o filtro (menor que o tamanho comum de garrafa). Portanto iniciou-se uma procura por várias lojas que vendem esse tipo de material, mas sem sucesso. O projeto então a partir daí ficou mais um tempo parado. Então decidido a retomar, foi feita uma procura por materiais que poderiam se adaptar, mesmo não sendo exatamente como o modelo anterior. Aí então é que foi encontrado um frasco com bico (é feito de um plástico um pouco diferente do primeiro, que era uma espécie de acrílico, e desta vez, mais flexível) que, se for cortado o bico, fica um tubo que se encaixa bem à tampa selecionada. Foram comprados então 20 kits contendo cada um 1 tampa e 1 frasco. Os frascos então passaram por um processo de retirada do bico, um corte latitudinal com um estilete bem próximo à extremidade superior para que o tamanho vertical do tubo não fique prejudicado. Então, eles foram lixados um a um para que a superfície não fique torta ao encaixar na tampa. No momento de começar a fazer os furos no tubo para passagem da água, foi identificado mais um problema: o método anterior de confecção dos tubos, através de uma furadeira com broca de tamanho específico, não era mais possível com o novo material, já que era mais flexível e não aguentaria à pressão. Com mais este percalço, o projeto paralisou por mais algumas semanas. Foi feito mais alguns testes utilizando o primeiro método, de confecção dos furos a partir de um metal quente, tanto utilizando arame, quanto prego, e posteriormente com um garfo. Mesmo não deixando um acabamento bonito em ambos casos, a maneira escolhida foi a do garfo pois era a que deixava as perfurações mais uniformes em relação às outras alternativas. A partir de então, após novamente alguns testes, foi aposentada também a ideia de fixação do tubo na tampa através de uma cola siliconada. A forma utilizada foi a de aquecer levemente a extremidade superior dos tubos até derreter levemente o plástico, e então encaixá-los à tampa, então a temperatura era resfriada e o plástico enrijecia novamente, fixando-os assim permanentemente ao bico plástico. Foi então definido uma porção de 3,5g de carvão ativado por filtro. Nisso, dos 20 kits iniciais, foram separados 1 tubo a cada processo de transformação, para posterior avaliação (retirado 1 ao remover o bico, 1 ao lixar, 2 ao fazer testes com os furos, e 1 ao fazer teste com o derretimento do plástico para fixação na tampa). Total parcial de 15 filtros prontos, porém um deles acabou ficando bem torto e foi feito o primeiro descarte do projeto, resultando em 14 filtros. Realizado teste por amostragem, 14% no caso, dois filtros foram retirados após a conclusão e testados: resultado positivo, todos funcionando normalmente. Então, novos insumos foram comprados e um novos dois lotes produzidos em sequência que também resultaram em filtros aptos para o uso. 10. CONSIDERAÇÕES FINAIS É diferente criar um projeto de concepção e produção de um produto ao invés de apenas um serviço voluntário ou algo do tipo, mas acredito que o resultado foi satisfatório e fez com que, pelo menos as pessoas que receberam os filtros, pararam um pouco para pensar sobre a qualidade da água que ingerem e que de alguma forma passaram a prestar mais atenção, com uma singela contribuição. É interessante observar, ao final do processo, todo o aprendizado obtido. Desde organização, planejamento, até separar sempre alguns minutos para se dedicar ao projeto, desde sua concepção, passando pela produção propriamente dita dos filtros, até a conclusão do relatório. “Deixe o mundo um pouco melhor do que encontrou.”
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Brazil

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